quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Amor Platônico

Hoje estou abusado, tentarei falar de um tema que sempre está presente em meu blogger: o amor, mas no ponto de vista de Platão (Arístocles). Quem conhece as principais obras em que ele trata do amor (O Banquete e Fredo), consegue entender que o tão famoso Amor Platônico é muito mais complexo do que a maioria esmagadora das pessoas imaginam, ele não é apenas desejar muito aquela pessoa que você tem ciência que nunca a terá. Então tentarei explicar em outro ponto de vista, qual o significado do tema mais controverso de Platão, o Amor.

Muita gente acredita que o Amor Platônico não está ligado a carne, a sensualidade, ao sexo e isso é uma inverdade, pois em o Banquete, Platão se refere ao amor sexual como uma coisa natural com sentimentos profundos. Segundo Platão, o amor é a única forma de nos sentirmos completos e esse, seria como uma escada de sete degraus em que a cada passo que subimos estamos mais próximos do “Louco amor, da dádiva, da sublimidade com toda sua força, ou seja, o verdadeiro amor. Ele defendia que conseguimos nos apaixonarmos pela beleza interior de uma pessoa, independente da externa ser bela ou não.

Os degraus da escada são: O primeiro degrau é o amor carnal, em seguida temos o amor pela beleza física em todas suas formas, subindo mais um, encontraremos o amor interior, onde amamos a beleza do eu interior do ser, no quarto degrau, temos o amor a ética e bons costumes, e logo temos o amor pela beleza das instituições que fazem o mundo girar em harmonia (governo, cultura, esporte), em seguida temos o sexto degrau que é um dos mais importantes, pois nele damos um passo muito alto e começamos amar a ciência com toda sua complexidade, amamos feito uma criança que ama estudar e prefere a Fórmula de Bhaskara do que andar de bicicleta e por fim e bem próximo do sexto, chega ao topo da escada do amor, começamos a sentir amor pelo ser, por tudo que esta a nossa volta, como um cego que por algum milagre, começa a enxergar o mundo e esse amor é sublime, intocável, transcende o físico.

Quando estamos no amor sexual, sentimos uma auto-realização, uma abnegação, uma serenidade momentânea, mas quando chegamos ao sétimo andar do amor, esses estados de espírito se tornam permanentes.

Quase deu um nó em minha mente, mas é mais ou menos isso que Platão deixa a entender sobre amor e ainda acrescento; nunca devemos nos esquecer de como é árduo o caminho até o ultimo degrau, então nunca vire as costas para nenhuma das formas passadas de AMAR.

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